Igreja celebra santo André Kim Taegon, um dos patronos da JMJ Seul 2027
- 20/09/2026
Jovem coreano escolheu o sacerdócio como missão e foi martirizado aos 25 anos por sua fidelidade à fé em Cristo
Da Redação

Santo André Kim Taegon / Foto: Nheyob via Wikimedia Commons
A Igreja celebra neste domingo, 20, Santo André Kim Taegon, um dos primeiros sacerdotes coreanos, nascidos e criados no país. Em uma época de forte perseguição religiosa, manteve-se fiel à fé, motivo que o levou ao martírio. Modelo para a juventude por sua coragem, missão e fidelidade, foi escolhido como um dos cinco patronos da próxima edição da Jornada Mundial da Juventude que será em 2027 em Seul, na Coreia do Sul – a JMJ Seul 2027.
Filho de uma família coreana convertida ao catolicismo, Santo André Kim Taegon viveu em um período de forte perseguição religiosa. Seu pai também morreu mártir pela fé, assassinado aos 44 anos.
Aos 15 anos, André foi escolhido para a formação sacerdotal e deixou a Coreia, estudando em Macau. Ordenado sacerdote, retornou ao país e passou a exercer o ministério de forma clandestina. Conhecedor da língua e da realidade coreana, tornou-se uma importante ponte entre os missionários e a comunidade local.
Fidelidade à fé e canonização
Em 1846, foi preso e submetido a interrogatórios. Mesmo diante da possibilidade de renunciar à fé, permaneceu firme e foi martirizado em 16 de setembro de 1846, aos 25 anos. Com seu testemunho, Santo André Kim Taegon tornou-se um dos grandes nomes da história do cristianismo na Coreia.
Em 6 de maio de 1984, durante sua visita à Coreia do Sul, São João Paulo II canonizou André Kim Taegon junto a outros 102 mártires coreanos. A celebração ocorreu em Seul, tornando-se um marco para a Igreja local.
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