Iniciativa no metrô paulista facilita o dia a dia de pessoas com deficiência
- 22/04/2026
Espaços de auxílio e conserto de equipamentos para pessoas com deficiência fortalece cidadania no cotidiano
Em São Paulo, o conserto de cadeiras de rodas e bengalas é oferecido de graça a pessoas com deficiência nas estações de metrô.
Reportagem de Aline Imercio e Antonio Matos
Uma vida repleta de desafios e numa capital como São Paulo, as dificuldades são ainda maiores, principalmente para pessoas como a Renata, que tem deficiência visual. Um dia desses, sua bengala quebrou ao descer de um transporte público. “Eu descendo o trem em Santo André, ele entrou com tudo, ele quase caiu e ele e a bengala foi girando, quase caiu. Eu segurei”, contou a massoterapeuta, Renata Rodrigues Gonçalves.
Para consertar a bengala, Renata veio ao Centro de Informação à Pessoa com Deficiência, na estação Barra Funda do Metrô. Aqui a assistência é de graça, como acontece nas estações do Tatuapé e Santa Cruz. “Reparos, consertos em equipamentos das pessoas com deficiência, majoritariamente cadeiras de roda, bengala são os que mais demandam esse serviço aqui no espaço. Freio, rolamento, encosto, às vezes uma calibragem de pneu tem sido muito procurada pela população paulista”, explicou o secretário executivo de Estado do Direitos da Pessoa com Deficiência, João Manoel Scudeler.
Por aqui, além do conserto de cadeiras de rodas e bengalas, é possível receber informações sobre serviços públicos, direitos e encaminhamentos para quem tem deficiência. Essa sala aqui, por exemplo, oferece acolhimento para pessoas que possuem transtorno do espectro autista ou outras neurodivergências e passam por crises sensoriais durante as viagens.
“Muitas vezes em uma situação de crise, um autista com seus familiares usa esse espaço para descansar, repousar, respirar um pouco. Esses centros fornecem todas as informações sobre os programas que a secretaria oferece à população de São Paulo.
Os centros funcionam de segunda a sexta, das 8 da manhã às 18 da noite. Os reparos podem ser feitos até às 17h. Alexandre frequenta o local e vê a iniciativa como algo muito positivo para quem tem deficiência. “Eu vi, me chamou atenção, parei para perguntar e aí eu descobri que não era apenas um centro de informação, a pessoa com deficiência, que tinha outros serviços de muita utilidade e no dia mesmo eu aproveitei, enchi o pneu da cadeira e achei muito bom, muito oportuno, porque facilita o nosso pleno exercício da cidadania mesmo”, expressou o jornalista, Alexandre dos Santos Gouveia.
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