Proposta do governo inclui uso do FGTS para pagamento de dívidas
- 28/04/2026
Confira melhor forma de usar benefício sem se endividar
Entre boletos e juros elevados, o número de famílias que enfrentam dificuldades para equilibrar as contas cresceu. O cenário preocupa e já mobiliza discussões sobre medidas para reduzir o impacto no bolso do brasileiro.
Reportagem de Aline Campelo e Ersomar Ribeiro
Nas ruas é difícil encontrar quem esteja com as contas em dia. O endividamento já atinge a maior parte das famílias brasileiras. “A gente ganha pouco, salário é pouco. Aí a gente se empenha todinho com as dívidas”, falou a cidadã. “Até para comer você tem que pagar a carta de crédito todo mês”, disse outro cidadão.
O Banco Central do Brasil informou que o endividamento das famílias chegou a quase 50% em fevereiro, o maior nível já registrado. Na prática, quase 30% da renda mensal já está comprometida com dívidas, impactando o consumo e o dia a dia da população.
Um dos principais vilões é o crédito rotativo do cartão, com juros que passaram de 400% ao ano em março. Mesmo assim, essa modalidade movimentou mais de R$ 109 bilhões de reais nos três primeiros meses de 2026.
O aumento do endividamento preocupa especialistas e novas medidas estão sendo analisadas pelo governo federal para facilitar a renegociação e reduzir o peso dos juros no orçamento das famílias.
“Então, com um desconto amplo, a gente vai chegar a descontos até 90% desse programa. Eu não vou entrar em detalhes nas medidas porque o presidente vai anunciar isso em breve e cabe ao presidente bater o martelo e anunciar as medidas com todos os detalhes, mas nós estamos conseguindo pactuar os bancos a partir das minhas arbitragens, as exigências que eu tenho feito”, declarou o Ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Mesmo assim, a orientação de economistas é de cautela. Antes de aderir a qualquer proposta, é importante avaliar a própria situação financeira para evitar o surgimento de novas dívidas. “Não é um problema conjuntural, é um problema de estrutura. O brasileiro está superendividado porque ele está consumindo muito e ele vai continuar consumindo, não adianta. Então o programa Desenrola vem oferecer uma taxa de juros mais baixa para esse cliente. Qual o risco do desenrolar? E ele pode usar o FGTS. O FGTS é uma garantia que ele tem caso perca o seu emprego”, completou o economista, Jadson Xavier.
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